Sanfona que tocou sozinha.
História contada pelo meu Pai Euclydes:
O Leandro, tio do meu pai, costumava ir a casa do irmão Sebastião para tocar Sanfona para alegrar as noites em que eles se reuniam. Para chegar à casa do irmão, ele tinha que subir uns 30 degraus de uma escada de barro, quando estava no fim da escada ele escorregou e a sanfona caiu descendo a escada rolando e cada vez que ela batia nos degraus ela tocava fom, fom, fom todos que viram a cena riram e sobrou para o meu pai ir buscar a sanfona.
Pé de Aririba
História contada pelo Tio Alido:
Alido, filho de Clemente, conta que quando era pequeno viu uma discussão entre o tio Pedro, irmão de Clemente, e um vizinho.
Pedro tinha um lote de terra e o mesmo tinha um vizinho interessado na compra. Conversa vai, conversa vem e se acertaram, mas Pedro colocou uma condição de que o vizinho não podia derrubar um pé de Aririba, arvore de uns trinta metros de altura, que tinha no lote de terra. Acordo feito foi selado a negociação.
Passado uns dias Pedro viu que o vizinho ia derrubar o pé de Aririba, deu a maior discussão, chegaram a ser separados por parentes e amigos. Pedro então, pediu para desfazer o negócio e depois de muito falatório o negócio foi desfeito.
Só que não acabou ali, Pedro arrumou um inimigo que não parava de falar sobre o ocorrido e irritado e chateado com a confusão Pedro pegou o machado e derrubou a arvore de Aririba e doou para a Igreja, acabando com a confusão.
A mula morreu por engano.
História contada pelo Pai do meu Pai:
Papai conta que quando era pequeno o pai dele contava este caso para ele.
O tio Ângelo Molinari, casado com Rosa Nicolodelli, tia do meu Pai, tinha uma horta perto de casa e cercada, mas tinha uma mula que vivia pulando a cerca para comer as verduras.
O tio Ângelo que não aquentava mais tocar a mula da horta, resolveu dar uma lição na danada. Carregou um cartucho com uma boa quantia de sal grosso, e colocou o cartucho em cima da porta junto com a espingarda e com os outros cartuchos e saiu para a roça.
Quando ele voltou lá estava a danada comendo as verduras, então ele pegou a espingarda e o cartucho e deu o tiro, a danada deu um pulo para fora da horta e caiu. Quando o tio Ângelo foi ver a mula, para a surpresa dele, ele tinha pego o cartucho errado e acabou matando a mula.
Festa na Igreja de Nossa Senhora do Caravaggio.
Papai conta que quando tinha à festa de Nossa Senhora do Caravaggio, o povo todo vinha para a festa. O irmão dele, o Tio Candido, era responsável em soltar os foguetes, que naquela época não tinha na região, então ele pegava um tubo de ferro e colocava pólvora e socava bem socada. Depois colocava tijolo muido e socava novamente, depois colocava em um buraco e acendia, papai conta que dava um estouro que na região não tinha quem não ouvia e assim começava a festa.

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